O ar escapa dos meus pulmões.
Estou ficando vazio.
Não consigo inspirar (ou me inspirar).
Morrendo.
Aos poucos.
Sem você.
RGB: As cores da sua TV. As cores da sua vida. E o cinza? As vezes, nada é tão colorido quanto parece...
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Amanhã
Amanhã,
O sol voltará a brilhar,
as nuvens se dissiparão
e verei o céu azul novamente.
Tenho esperança no amanhã.
Ele trará de volta para mim quem eu amo.
O sol voltará a brilhar,
as nuvens se dissiparão
e verei o céu azul novamente.
Tenho esperança no amanhã.
Ele trará de volta para mim quem eu amo.
Recomeço
Cá estou eu a olhar o mar.
Ah, o mar... Meu caso de amor, confidente e amigo. Sempre que me sinto só venho vê-lo. O cinza de suas águas, o som de suas ondas quebrando na areia me trazem paz. Hoje, resolvi trazer meu caderno para a orla, coisa que normalmente não faço, uma vez que sempre mergulho em nossa despedida. Gosto de senti-lo tocar-me, o sal penetrando em meus cabelos. Adoro o vento frio batendo em minha pele ao sair das águas mornas de um dia frio. Mas hoje não. Permanecerei sentado aqui, a vislumbrar tal magnitude de longe.
Estou pensando em algumas palavras para colocar nessas folhas brancas. Tenho tido o sonho de escrever um poema dadaísta, se bem que para criá-lo, tenho que:
- Pegar um jornal.
- Uma a tesoura.
- Escolher no jornal um artigo do tamanho que eu desejo dar ao meu poema.
- Recortar o artigo.
- Recortar em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e mete-las num saco.
- Agitar suavemente.
- Tirar em seguida cada pedaço um após o outro.
- Copiar conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
(Tzara)
Mas não disponho de nenhum material! Apenas as palavras já escritas nas páginas violadas, onde não há mais brancura. Estou triste. Não escreverei meu poema. Ele não se parecerá comigo. Estarei escrito nele! Em cada espaço entre as palavras, em cada ponto, vírgula, reticência e travessão. Poema! Por que não posso fazê-lo diferente? Por que não posso fazer poesia decente? Não importa, são imorais e não mudarão.
Pego meu primeiro texto. Rasgo algumas palavras em detrimento de outras. Não me importo se haverá pedaços remanescentes de antigos versos; servirá como adubo, fonema para compreensão textual. Não quero criar um texto dadaísta? Então...
Pego meu segundo texto. Amasso a folha! Ele não era tão bom assim. Um dia foi, mas deixou de ser. Caminho até a borda da areia e atiro a folha na água. Ela vai, mas volta.
Volto até a areia e seguro meu caderno em minhas mãos. Algumas lágrimas caem de meus olhos e tocam os pedaços de papel sobre a capa dura. Acabei de aprender uma lição! O mar nos devolve aquilo que lhe damos. Seria assim também com as pessoas? Sim, seria. Atiro meu caderno na areia e corro para o ponto de ônibus. Preciso encontrar com ela e dizer o quanto sinto pelo acontecido.
Meus poemas não eram bons. Eram apenas adubo, motivo, pretexto. Nada além disso. Serviram para que pudesse enxergar o que realmente importa.
domingo, 4 de novembro de 2012
Equilíbrio
Seja feliz,
mas não muito.
A felicidade pode nos cegar, entorpecer.
Seja triste,
mas não muito.
O amargo também dá sabor a vida.
Seja vivo,
mas não muito.
Um pouco de morte é necessário para esmaecer a existência.
Seja morto,
mas não muito.
Um pouco de luz faz bem a alma.
Seja dia,
mas não muito.
Deixe que a noite também reine.
Seja noite,
mas não muito.
Deixe que o dia também reine.
Deixe-os imperar.
Dia e noite, vida e morte, alegria e tristeza.
Deixe que haja equilíbrio entre eles.
E o amor?
Seja amor,
Dê amor,
Viva amor,
Faça amor.
Despretensiosamente,
descaradamente,
enlouquecidamente.
Sem reservas.
mas não muito.
A felicidade pode nos cegar, entorpecer.
Seja triste,
mas não muito.
O amargo também dá sabor a vida.
Seja vivo,
mas não muito.
Um pouco de morte é necessário para esmaecer a existência.
Seja morto,
mas não muito.
Um pouco de luz faz bem a alma.
Seja dia,
mas não muito.
Deixe que a noite também reine.
Seja noite,
mas não muito.
Deixe que o dia também reine.
Deixe-os imperar.
Dia e noite, vida e morte, alegria e tristeza.
Deixe que haja equilíbrio entre eles.
E o amor?
Seja amor,
Dê amor,
Viva amor,
Faça amor.
Despretensiosamente,
descaradamente,
enlouquecidamente.
Sem reservas.
domingo, 28 de outubro de 2012
28 de Outubro
A luz foi embora. Está tudo escuro. No momento, encontro-me frente ao computador observando minha lista de músicas. Meu estado de espírito está influenciando fortemente minhas escolhas sonoras. Sinto-me apático, sem expressão. Se fosse possível uma representação minha através de um emoticon, seriam apenas os olhos necessários. Olhinhos miúdos e apertados frente à tela branca do monitor. Está escuro aqui (a não ser pela luz verde do celular que pisca indicando alguma notificação), e estou pensando. Pensando nos últimos dias, em tudo o que tem acontecido. Minha capacidade de escrever poesias foi abalada, sinto informar aos meus leitores (se é que ainda tenho algum).
Estou triste no momento. As vezes acontece. Alguns se sentem incomodados pelo meu silêncio. Mas sinto que ele é o único que pode expressar meu instante. Enquanto escrevo, penso nas palavras que digito para algum navegador desavisado que aportará nesse pedaço de terra sombrio. Provavelmente eu não as lerei novamente. Não tenho esse hábito. Não revisei esse texto. Troquei apenas alguns vocábulos, para não deixar que o conjunto parecesse pobre gramaticalmente. Embora não tenha o domínio sobre a língua que meus amigos possuem - os letrados e formados pela universidade -, acredito que seja um texto bom. Nesse exato momento, estou ouvindo Feist, com sua "Caught a Long Wind". Sinto que estou andando em círculos, não conseguindo transmitir informação alguma. Talvez não seja esse meu objetivo. Talvez queira apenas escrever para me esvaziar de minhas dores, angústias e pensamentos. Aos que lerem, peço que não me enviem comentários, caso sejam positivos. Não saberia lidar com eles por hora. Aos que não gostarem, por favor, expressem-os no espaço abaixo. Talvez eu não os veja (algo muito provável), porque estarei um tempo sem visitar esse lugar. Tenho muitas poesias antigas espalhadas pelo meu caderno e nos "bits & bytes" da máquina de onde digito. Provavelmente, você, querido leitor imaginário, não lerá nunca. Antes que tenha acesso a tal conteúdo, colocarei meus espaços em uma fogueira, de modo que tais palavras sejam queimadas e tornem-se apenas lembranças fragmentadas.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
( )
Oh meu amor, não me abandone hoje.
Pegue uma bebida e venha deitar-se aqui comigo.
Assistindo filmes velhos, nada pode nos abalar.
Você é minha garota e eu sou seu homem.
Te protejo e te dou minha devoção.
Os dias felizes voltaram
e posso sorrir novamente.
Nos amamos sob a luz da lua,
vendo as estrelas
colidindo com os planetas
esperando pelo sol.
O amor acontece quando menos esperamos
e assim nos surpreende.
Nascer, crescer, crescer, viver.
Nunca morrer.
Eterno, efêmero.
Infinito enquanto durar, em toda a sua plenitude.
Assinar:
Postagens (Atom)