Sabendo que acabará, viva o sentimento intensamente. Acabará, mais cedo ou mais tarde. Geralmente cedo, pois sempre é cedo para os que amam. É como se todo dia fosse o primeiro, todo beijo fosse o primeiro e todo olhar fosse o primeiro também.
Primeiro, segundo, terceiro.
Cedo, tarde, não importa. Uma hora acaba. E não nos damos por satisfeitos.
O amor é um sentimento irônico, que corta o filme na melhor parte, pedindo para inserirmos mais créditos. Mas, geralmente, já estamos sem as fichas.
RGB: As cores da sua TV. As cores da sua vida. E o cinza? As vezes, nada é tão colorido quanto parece...
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Post sem título #2
Poesia concreta
abstrata
sem propósito
dadaística
neologística
revolucionária.
Escrita.
Letra.
Literatura.
Geração do e-mail, do sms e das DM nas redes sociais. Do abraço trocado por 140 caracteres.
Da distância.
Do gelo.
Do azul e do branco.
Da ausência do vermelho.
Do contato.
Do beijo.
Quente.
abstrata
sem propósito
dadaística
neologística
revolucionária.
Escrita.
Letra.
Literatura.
Transmissora de ideias e sentimentos, haveria veículo melhor do que esse para atingir o coração dessa geração fria da qual fazemos parte? Geração essa das curtidas e cutucadas, dos posts em murais virtuais e da falta de contato.
Geração do e-mail, do sms e das DM nas redes sociais. Do abraço trocado por 140 caracteres.
Da distância.
Do gelo.
Do azul e do branco.
Da ausência do vermelho.
Do contato.
Do beijo.
Quente.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Poesia confusa
E aqui estou eu com um devaneio novo.
novo. estou um com aqui devaneio E eu
Ordem nas palavras.
Oerdm nas pvalraas.
Ordem nas letras
Difícil de ler
Aprisionadora.
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
novo. estou um com aqui devaneio E eu
Ordem nas palavras.
Oerdm nas pvalraas.
Ordem nas letras
Ou não.
Ordem nos versos.
Ou não.
Ou sim.
Talvez.
Quem sabe?
a maiÚscula pode ir parar dentro da frase.
O erro pode ser aceito.
Afinal de contas, pode ele não ser ser um erro, mas um código novo.
O verso não precisa ser decassílabo, respeitar métricas diversas, ter um tamanho pré definido. (eu poderia ter continuado a escrever, mas optei por não fazê-lo, uma vez que mudaria de linha e negaria tudo aquilo o que escrevi)
Mas eu não escrevi nada.
Não preciso respeitar um tamanho de letra.
u m espaçam ento.
Poesia não deve possuir regras.
Deve ser sentida.
vivida.
amada.
odiada.
susurrada.
gritada!
[
AAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! (3x)
GRITE!
GRITE!
GRITE!
exagerada.
Confusa
Verdadeira.
Libertadora.
Oposta
=
Contraditória.
Condizente.
Neologística
Vanguardosa.
Pra frentex
Dadaística
Com palavras terminadas em "X"
com um "X" bem grande e abusado.
uma aberração.
colorida.
chamativa
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
(quantas vezes repeti? Perdi a conta.)
e
cansativa.
pra chamar a sua atenção.
(Escrevi ao som de Björk, não me julguem.)
Devaneio sobre o sentido e a beleza.
Não precisa ter sentido para ser belo.
Não precisa ter sentido.
Não precisa ter
Não precisa
Não
Não precisa ter sentido.
Não precisa ter
Não precisa
Não
belo.
ser belo.
para ser belo.
sentido para ser belo.
ter sentido para ser belo.
precisa ter sentido para ser belo.
Não precisa ter sentido para ser belo.
Realmente deve ter sentido?
Precisa, não precisa? Qual a conclusão?
Beleza.
Sentido.
Não necessariamente são companheiros.
Longe.
Perto.
Preto.
Branco.
Opostos.
Diferentes.
Semelhantes?
Não.
Das cordas.
Enquanto estava aqui ouvindo Lana nessa tarde nublada de feriado, estava pensando: o que leva as pessoas a manterem contato e se relacionar? Relacionamento esse de qualquer ordem, seja ela carnal ou espiritual. Por que se relacionar? Há realmente a necessidade?
Não estou aqui querendo demonstrar embasamento científico (não tive tempo para ler artigos que me ajudassem a formular ideias mais complexas), tampouco encontrar as causas para o afastamento entre duas ou mais pessoas.
Enxergo o relacionamento como uma grade: dois ou mais fios de aço se entrelaçando. Cada nó é um ponto em comum entre as partes. E assim como elas se juntam em determinado momento, se separam unindo-se em seguida a novos fios, formando assim uma rede. Esses pontos seriam a área de contato entre as pessoas, o lugar onde podem se abrir, mostrar opiniões e defende-las, chegando a uma conclusão. O resto seria onde não há comunhão de ideias, onde falam línguas diferentes, tornando impossível a comunicação. Cada vez mais afastados, buscam novos elos.
As cordas se unem, se separam, unem-se novamente e pra longe vão uma vez mais. No fim, quando desatadas, encontram-se marcadas e envelhecidas. Não são mais fortes como antes, agora estando acomodadas em suas posições primárias, moldadas à força. Ziguezagueantes, quebradiças, frágeis.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Da Libertação
Hoje sepulto nosso amor jovem.
Ele, que nasceu, cresceu e viveu.
Não morreu, virou poesia.
Hoje sepulto nosso amor jovem.
Ele, que nos fez bem por um curto período,
agora completará outras pessoas.
Hoje sepulto nosso amor jovem.
Liberdade.
Para mim, para você.
Seja feliz.
Ele, que nasceu, cresceu e viveu.
Não morreu, virou poesia.
Hoje sepulto nosso amor jovem.
Ele, que nos fez bem por um curto período,
agora completará outras pessoas.
Hoje sepulto nosso amor jovem.
Liberdade.
Para mim, para você.
Seja feliz.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Coração Partido
Par-ti-do
Pe-da-ço
Que-bra-do
Frag-men-ta-do.
Nunca fui bom com divisão silábica, então optei por não continuar com a brincadeira. Para escrever essas palavras eu precisei de ajuda, imaginem se continuasse o texto inteiro nesse estilo? Alguns meses se passariam, boas novas ocorreriam e eu ainda estaria aqui, tentando escrever, juntando os pedaços do meu coração.
Ele está em pedaços. Foi quebrado. E eu estou aqui, com os cacos que sobraram. Um bocado virou poesia, outra parte virou otimismo para os amigos, um pouco está aqui comigo e o resto levaram pra longe. Tiraram de mim. Tenho fé que me devolvam, mas não sei se meu pedido será atendido.
Tenho um coração, não um fígado. Ele não se regenera, não se recria. Apenas diminui, encolhe e acaba. Está acabando. Diminuindo. Como ficarei quando ele se for? Não ficarei, apenas isso. Será o fim? Será.
Dramático? Sim. Sofredor? Sempre. Apaixonado? Eternamente. A ideia do duradouro, contínuo e intenso me parece boa, interessante. Embora com pouco tempo de vida, esse amor ardeu em mim. É engraçado como as coisas são. Nos apaixonamos pelas pessoas que vemos há poucos instantes e traçamos toda uma vida ao lado dela, mas ai os sonhos se partem, juntamente com nossas emoções..
Aí não tem mais jeito: minha veia dramática se desata do corpo e os textos repletos de amargura afloram. Acredito entreter por alguns instantes os filósofos ultra-românticos que conheço, talvez seja esse o meu objetivo. Porque escrever para purificar o corpo perdeu o efeito. Preciso de uma droga mais forte.
Os corações partidos tornam-se mais resistentes. Mas não quero o meu dessa maneira. Quero que esteja inteiro e completo com os pedaços que levou quando fugiu de mim. Quero você aqui.
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