Do texto doce, adulador.
Do homem que profere palavras açucaradas.
Aquele que traz consigo apenas bons sentimentos e felicidade deve ser detido.
Do amargo,
do fel.
Da influência na escrita,
do tempero da vida.
Das frases desconexas,
dos papéis de bala espalhados pelo chão.
da palavra criada por engano,
apéia.
O que é isso?
Dos sabores que se opõem.
Dos gostos que as coisas tem.
Dos gostos que as pessoas tem.
Você tem gosto de que?
RGB: As cores da sua TV. As cores da sua vida. E o cinza? As vezes, nada é tão colorido quanto parece...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Dos amigos
Mais perto,
mais longe.
Mais chegado,
menos chegado.
Mais íntimo,
mais distante.
Colega,
Amigo,
Irmão.
Dádivas celestes.
domingo, 18 de novembro de 2012
Meu bem
Sabe, meu bem? Hoje eu ouvi aquela música, a nossa. Óbvio que você sabe qual é. Ouvi Tulipa também. Já se deu ao luxo de escutar suas letras? Elas falam tanto sobre nós... Da nossa época de ouro, da prata, do bronze e do latão.
Pois é, meu bem. Já tivemos dias melhores. Já consumimos cigarros, bebidas e salgadinhos melhores. A programação da sua velha tevê já foi melhor também. Mas o tempo passou...
Mas agora, parando para pensar eu pergunto, meu bem: Por que chegamos a esse nível? Estamos dormindo em camas separadas... Cada um com um pedaço do que sobrou do nosso colchão de casal, serrado ao meio naquela noite da briga.
Meu bem, aquilo foi tão engraçado! Você, todo aborrecido, serrando com um serrote, demonstrando uma força que não tem, lutando com o colchão. Eu até ri por dentro com a situação que presenciava...
O colchão se despedaçou, meu bem! Estamos dormindo sobre o tecido, mas não sobre a espuma! O estrado marca as minhas costas; deve marcar as suas também né? Nós dividimos o mesmo quarto, mas não a mesma vida...
Por que, meu bem, chegamos a esse nível? Pergunto-lhe de novo: o que aconteceu com nosso amor? O amor do dia da nossa mudança, de quando descemos as coisas do caminhão e ficamos na calçada em frente à nossa nova casa com cara de tacho? Eu, você e nosso cachorro! Sabe, eu sinto saudades dele... Por que ele foi se enfiar embaixo daquele carro? Até agora eu não entendo...
Meu bem, meu bem, meu bem... Estamos à beira do precipício. Nosso amor está respirando por aparelhos, no CTI, recebendo a extrema unção.
Eu não queria que acabasse assim, entende? Queria poder te chamar de meu bem mais uma vez, não apenas escrever nesse papel, como faço agora.
Meu bem, quando acordar, não estarei mais aqui. Tô indo embora. Pode juntar as camas novamente. Estou voltando pra casa dos meus pais. Você sabe onde me encontrar.
Até breve, meu bem.
Meu bem.
Meu bem.
Espero que um dia você volte ao início. Volte a ser aquilo que era.
Meu bem,
bem meu.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Ironia
Sabendo que acabará, viva o sentimento intensamente. Acabará, mais cedo ou mais tarde. Geralmente cedo, pois sempre é cedo para os que amam. É como se todo dia fosse o primeiro, todo beijo fosse o primeiro e todo olhar fosse o primeiro também.
Primeiro, segundo, terceiro.
Cedo, tarde, não importa. Uma hora acaba. E não nos damos por satisfeitos.
O amor é um sentimento irônico, que corta o filme na melhor parte, pedindo para inserirmos mais créditos. Mas, geralmente, já estamos sem as fichas.
Primeiro, segundo, terceiro.
Cedo, tarde, não importa. Uma hora acaba. E não nos damos por satisfeitos.
O amor é um sentimento irônico, que corta o filme na melhor parte, pedindo para inserirmos mais créditos. Mas, geralmente, já estamos sem as fichas.
Post sem título #2
Poesia concreta
abstrata
sem propósito
dadaística
neologística
revolucionária.
Escrita.
Letra.
Literatura.
Geração do e-mail, do sms e das DM nas redes sociais. Do abraço trocado por 140 caracteres.
Da distância.
Do gelo.
Do azul e do branco.
Da ausência do vermelho.
Do contato.
Do beijo.
Quente.
abstrata
sem propósito
dadaística
neologística
revolucionária.
Escrita.
Letra.
Literatura.
Transmissora de ideias e sentimentos, haveria veículo melhor do que esse para atingir o coração dessa geração fria da qual fazemos parte? Geração essa das curtidas e cutucadas, dos posts em murais virtuais e da falta de contato.
Geração do e-mail, do sms e das DM nas redes sociais. Do abraço trocado por 140 caracteres.
Da distância.
Do gelo.
Do azul e do branco.
Da ausência do vermelho.
Do contato.
Do beijo.
Quente.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Poesia confusa
E aqui estou eu com um devaneio novo.
novo. estou um com aqui devaneio E eu
Ordem nas palavras.
Oerdm nas pvalraas.
Ordem nas letras
Difícil de ler
Aprisionadora.
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
novo. estou um com aqui devaneio E eu
Ordem nas palavras.
Oerdm nas pvalraas.
Ordem nas letras
Ou não.
Ordem nos versos.
Ou não.
Ou sim.
Talvez.
Quem sabe?
a maiÚscula pode ir parar dentro da frase.
O erro pode ser aceito.
Afinal de contas, pode ele não ser ser um erro, mas um código novo.
O verso não precisa ser decassílabo, respeitar métricas diversas, ter um tamanho pré definido. (eu poderia ter continuado a escrever, mas optei por não fazê-lo, uma vez que mudaria de linha e negaria tudo aquilo o que escrevi)
Mas eu não escrevi nada.
Não preciso respeitar um tamanho de letra.
u m espaçam ento.
Poesia não deve possuir regras.
Deve ser sentida.
vivida.
amada.
odiada.
susurrada.
gritada!
[
AAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! (3x)
GRITE!
GRITE!
GRITE!
exagerada.
Confusa
Verdadeira.
Libertadora.
Oposta
=
Contraditória.
Condizente.
Neologística
Vanguardosa.
Pra frentex
Dadaística
Com palavras terminadas em "X"
com um "X" bem grande e abusado.
uma aberração.
colorida.
chamativa
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
repetitiva
(quantas vezes repeti? Perdi a conta.)
e
cansativa.
pra chamar a sua atenção.
(Escrevi ao som de Björk, não me julguem.)
Devaneio sobre o sentido e a beleza.
Não precisa ter sentido para ser belo.
Não precisa ter sentido.
Não precisa ter
Não precisa
Não
Não precisa ter sentido.
Não precisa ter
Não precisa
Não
belo.
ser belo.
para ser belo.
sentido para ser belo.
ter sentido para ser belo.
precisa ter sentido para ser belo.
Não precisa ter sentido para ser belo.
Realmente deve ter sentido?
Precisa, não precisa? Qual a conclusão?
Beleza.
Sentido.
Não necessariamente são companheiros.
Longe.
Perto.
Preto.
Branco.
Opostos.
Diferentes.
Semelhantes?
Não.
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