sexta-feira, 1 de março de 2013

Formiga

Formiga.

Barata de Noite

Quando eu escrevo textos estranhos, eu me sinto a Fiona Apple em "Extraordinary Machine": Não sei o porque de tal associação. Acho que é pelo fato dela jogar a letra na música, ou porque me lembra um programa de culinária. Eu sei, não há nexo nisso, não há nexo em nada do que foi escrito!

As vezes eu escrevo apenas por escrever. Apenas pra não ficar parado. Apenas pelo prazer de digitar, ou ouvir meus dedos baterem nas teclas do teclado. Vez ou outra insiro um pouco de poesia em minhas linhas, sendo estas representadas por palavras bonitas, de boa sonoridade ou leitura. Vez ou outra, insiro humor barato também (pois é isso o que tenho para oferecer). 

Vez ou outra, vez por outra, vez e outra. Outras vezes...

Fazia tempo que não fazia isso. Não me importo se o texto parecer pobre por usar duas vezes a mesma palavra na mesma frase, como acabou de acontecer duas vezes seguidas!

Agora, eu não entendo: Por que escolhi o nome de "Barata da Noite" se de barata (de barato eu sei que tem) o texto não tem nada?

Acho que vou escovar meus dentes. De novo.

Barata de Dia

Hoje a tarde vi uma barata andando pela rua. Uma barata de dia. Algo que eu nunca tinha visto (ou não me lembro de te-lo feito anteriormente). Chovia. E uma barata andava em plena luz do dia (aparentemente sem medo de que alguém a matasse). Eu não iria mata-la, porque tenho medo de baratas -admito: as voadoras me assustam, me deixam e pânico-. Cheguei em casa molhado. A água secou em meu corpo.

Banho? Só tomei mais tarde. Enquanto isso, pensava, navegava, jogava minha vida fora em algo não-produtivo. Nada de bem para a humanidade ou descoberta fantástica (se bem que a segunda colocação por consequência pertence a primeira). Tentei estudar, mas não consegui. Tentei comer chocolate, mas não consegui. Apenas um bombom. Saudades dos tempos de criança! Tentei ler, mas também não deu.

Vim assistir a um filme. Tento desde ontem. Ele está pausado aqui, em 3 minutos e 48 segundos. Tentei me logar nas minhas contas com a luz apagada, mas não deu.

Merda, errei minha senha do blog.

Pelo menos descobri que "Id", do alemão "ele, isso", pertence à uma estrutura do modelo triádico do aparelho psíquico.

Ouvindo Feist então.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marilyn

Está nublado.

Marilyn está sentada na sala.
Marilyn ouve Marilyn,
Assiste Sete dias Marilyn na TV,
e folheia revistas com Marilyn na capa.

Marilyn está louca?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Olhos Castanhos

Você me ouve. 
E me escuta. 
Porque, sim, são coisas diferentes. 
Você me olha, 
você me enxerga, 
você me vê.
Me vê com os olhos,
Me vê com as mãos, com os sorrisos.
Me vê com a boca...
Você me observa.
Eu adoro ser observado por ti.
Seus olhos castanhos,
vorazes,
devoradores,
invasivos.
Fico nu perante a eles.
Por dentro e por fora.
Seus braços,
sua boca.
Os abraços apertados,
as palavras que preciso ouvir.
Fujo do mundo quando estou contigo.
Fico vivo,
estou vivo!

Agora.

Com você.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Máquina de Escrever (Obrigação)

O título veio até mim dentro do CCBB, em frente a Livraria da Travessa. Na vitrine, tinha três máquinas de escrever. Pensei: que tal escrever meus textos numa delas e guardar depois? Queimo as pontas e parecerão velhos. Velhos não. Vintage, antigos ou coisa do tipo.

Eu descobri que não posso obrigar ninguém a falar. Não posso obrigar ninguém a escrever. Não posso obrigar as pessoas a serem meus amigos ou meus amores -meu amor-. Bem como não sou e não me obrigo a nada. Não me obrigo a falar, escrever, amar ou tratar bem. A pensar, sim. Na verdade, é mais forte do que eu; não posso controlar. Bem como minhas mudanças de humor. 

Mas tenho medo. Não medo dos outros. Medo pelos outros. Porque minha conduta pode machucar e eu não quero que ninguém se machuque. Por isso me obrigo a ser feliz e sorridente. Ainda que seja mentira.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Elas e Eu

Elas na varanda.
Eu no sofá.
Eu ouço Titãs.
Elas ouvem o som dos veículos na rua.
Estamos todos no escuro,
Mas elas dizem que estou mais.

No fundo,
Profundo,
Profano,
Errado.