Aproveito-me das canções lentas e tristes nesse momento. Porque elas me arrepiam.
Aproveito-me de sua companhia nesse momento. Porque só você pode partir meu coração.
Só você tem esse direito. Só você saberia faze-lo com uma delicadeza ímpar.
Depois disso, eu juntaria todos os cacos e colocaria numa caixinha.
E guardaria, para sempre, pertinho de mim.
Bem perto mesmo.
Talvez colocasse sobre meu piano, ou sobre a cômoda.
Poderia colocar em cima da vitrola da sala, porque lá, cada música saberia ler cada pedaço.
Seria mágico, seria perfeito, seria lindo.
RGB: As cores da sua TV. As cores da sua vida. E o cinza? As vezes, nada é tão colorido quanto parece...
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Ai amor.
As vezes eu acho que é demais.
Eu cobro demais.
Eu exijo demais.
Eu forço demais pra parecer bonito.
E é por forçar e exigir que o amor fica feio.
Fica frouxo,
Fica mole
e rançoso.
Eu quero remendar pra dar certo.
Vou costurar,
Vou refazer,
Me esforçar
sem me arrepender.
E eu acho que consigo fazer dar certo.
Eu cobro demais.
Eu exijo demais.
Eu forço demais pra parecer bonito.
E é por forçar e exigir que o amor fica feio.
Fica frouxo,
Fica mole
e rançoso.
Eu quero remendar pra dar certo.
Vou costurar,
Vou refazer,
Me esforçar
sem me arrepender.
E eu acho que consigo fazer dar certo.
domingo, 12 de maio de 2013
Declaração
A verdade é que não consigo controlar.
Essa minha vontade de te ver,
de te ter,
de te ouvir e sentir.
Essa vontade estranha de querer estar ao seu lado em todo momento,
sabendo o que pensa,
sentindo o que o aflige,
sofrendo suas dores e celebrando suas vitórias.
A verdade é que não consigo medir palavras.
Eu me derramo em elogios,
em declarações cheias de pompa,
rebuscadas,
recheadas de belas palavras.
Não consigo não dizer,
não chegar até você e mostrar tudo o que significa para mim.
Ainda que as vezes não ouça uma resposta.
Essa minha vontade de te ver,
de te ter,
de te ouvir e sentir.
Essa vontade estranha de querer estar ao seu lado em todo momento,
sabendo o que pensa,
sentindo o que o aflige,
sofrendo suas dores e celebrando suas vitórias.
A verdade é que não consigo medir palavras.
Eu me derramo em elogios,
em declarações cheias de pompa,
rebuscadas,
recheadas de belas palavras.
Não consigo não dizer,
não chegar até você e mostrar tudo o que significa para mim.
Ainda que as vezes não ouça uma resposta.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Confiança
Imagine que estamos sobre uma tábua.
Estamos na beira de um penhasco.
Eu em uma ponta,
você em outra.
O meu equilíbrio e sustentação é dado pelo seu peso.
Você está em terra,
eu, no ar.
Sobre o precipício.
Eu escolhi ir,
você escolheu ficar.
Seu peso me apoia e me salva do fim.
Não venha me encontrar.
"Por que você pede isso?", você me pergunta.
E eu respondo: "Pra que eu não caia."
Espere que eu vá até onde você está.
Confie em mim,
eu confio em você.
Estamos na beira de um penhasco.
Eu em uma ponta,
você em outra.
O meu equilíbrio e sustentação é dado pelo seu peso.
Você está em terra,
eu, no ar.
Sobre o precipício.
Eu escolhi ir,
você escolheu ficar.
Seu peso me apoia e me salva do fim.
Não venha me encontrar.
"Por que você pede isso?", você me pergunta.
E eu respondo: "Pra que eu não caia."
Espere que eu vá até onde você está.
Confie em mim,
eu confio em você.
Poema Fantasma
Vejo a névoa pairando sobre a cidade.
O frio estranho,
o gelo cortando.
Ouço vozes com som metálico ao longe rindo.
Estou andando pelas ruas de madrugada.
Ninguém pode me defender.
Corro para casa,
todas as ruas se parecem iguais.
O medo me toma,
A noite está embaçada.
Cheiros estranhos me intoxicam,
A cada curva uma nova esperança desfeita.
Corro dos fantasmas,
mas não há salvação para mim.
O frio estranho,
o gelo cortando.
Ouço vozes com som metálico ao longe rindo.
Estou andando pelas ruas de madrugada.
Ninguém pode me defender.
Corro para casa,
todas as ruas se parecem iguais.
O medo me toma,
A noite está embaçada.
Cheiros estranhos me intoxicam,
A cada curva uma nova esperança desfeita.
Corro dos fantasmas,
mas não há salvação para mim.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Amor (Pela terceira ou quarta vez)
Amor.
Hoje, agora.
Demonstrado, falado.
Carinho, afeto.
Cumplicidade!
Junto, separado.
Nunca sozinho!
O amor não é cego.
Apenas enxergamos por uma ótica diferente.
Você se pergunta:
"Você ainda vai me amar amanhã de manhã"?
Ou quando eu não for mais jovem ou bonito?
E eu respondo:
"Para todo o sempre".
Ainda que o céu esteja cheio de nuvens negras,
voaremos para além delas.
Hoje, agora.
Demonstrado, falado.
Carinho, afeto.
Cumplicidade!
Junto, separado.
Nunca sozinho!
O amor não é cego.
Apenas enxergamos por uma ótica diferente.
Você se pergunta:
"Você ainda vai me amar amanhã de manhã"?
Ou quando eu não for mais jovem ou bonito?
E eu respondo:
"Para todo o sempre".
Ainda que o céu esteja cheio de nuvens negras,
voaremos para além delas.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Apagador Voador
Imagina a cena:
Com ar condicionado.
Frio, gelado; não faz diferença.
Incomoda!
Sem ar condicionado.
Quente, morno; não faz diferença.
Incomoda!
Tensão.
Gritos, correria. Tumulto, ânimos exaltados.
Pap Smear tocando como tema de fundo.
Os alunos se preparam, terá briga.
O que fazer, quem vou pegar?
Tá na hora de tomar uma decisão.
Vamos apagar a luz!
Colocando um filme; efeito contrário.
Paz? Não. Guerra!
Mais gritos, mais exaltação.
Calma pessoal!
Temos que chegar vivos até o fim dessa aula!
E no fim, quando todos se acalmaram, eu me perguntei:
o que fazer, como lidar?
Quem sabe eles não precisem apenas de um apagador-voador batendo em suas cabeças,
Refazendo suas ideias?
Com ar condicionado.
Frio, gelado; não faz diferença.
Incomoda!
Sem ar condicionado.
Quente, morno; não faz diferença.
Incomoda!
Tensão.
Gritos, correria. Tumulto, ânimos exaltados.
Pap Smear tocando como tema de fundo.
Os alunos se preparam, terá briga.
O que fazer, quem vou pegar?
Tá na hora de tomar uma decisão.
Vamos apagar a luz!
Colocando um filme; efeito contrário.
Paz? Não. Guerra!
Mais gritos, mais exaltação.
Calma pessoal!
Temos que chegar vivos até o fim dessa aula!
E no fim, quando todos se acalmaram, eu me perguntei:
o que fazer, como lidar?
Quem sabe eles não precisem apenas de um apagador-voador batendo em suas cabeças,
Refazendo suas ideias?
Assinar:
Postagens (Atom)